Capítulo / Chapter II | Cinema – Cinema

Portuguese Cinema between 2020 and 2025: production, distribution and exhibition

O Cinema Português entre 2020 e 2025: produção, distribuição e exibição

Carlos Canelas

TECHN&ART e Instituto Politécnico da Guarda, Portugal

Abstract

Based on data provided by the ICA (Instituto do Cinema e do Audiovisual - Portuguese Film and Audiovisual Institute), covering the period from 2020 to 2025, considerations on Portuguese cinema will be presented, specifically regarding production, distribution, and exhibition. From a methodological point of view, various publications made available by the ICA between 2020 and 2026 were consulted and analyzed. The results will present the figures regarding the production of Portuguese cinematographic works supported by the ICA between 2020 and 2025. In addition, some considerations will be made concerning nationally produced feature films that were released and exhibited in Portuguese cinemas, as well as the number of spectators and gross revenues obtained during the period between 2020 and 2025. Furthermore, the most watched Portuguese feature films in national cinemas during the same time period will also be referenced.

Keywords: Distribution, Exhibition, Portuguese Cinema, Production..

1. Introdução

O ICA é um instituto público que se encontra integrado na administração indireta do Estado Português, mas com autonomia administrativa e financeira, e com património próprio, estando sob a tutela do Secretário de Estado da Cultura (ICA, 2026c). A sua missão é apoiar o desenvolvimento das atividades cinematográficas e audiovisuais em Portugal (ICA, 2026b).

Este instituto público, que foi criado pelo Decreto-Lei n.º 95/2007, de 29 de março, resultou da reestruturação do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM), com o propósito de responder à necessidade de adequação e aprofundamento da sua atuação no correspondente domínio de intervenção (ICA, 2026b).

No âmbito da reforma da Administração Pública, que tinha sido apresentada pelo Plano de Redução e Melhoria da Administração Central, a organização do ICA foi reestruturada ao abrigo do Decreto-Lei n.º 79/2012, de 27 de março, mantendo, contudo, o seu contexto de atuação e a responsabilidade pelo apoio ao desenvolvimento das atividades cinematográficas e audiovisuais (ICA, 2026b).

No entanto, o ICA teve o seu começo no Instituto Português de Cinema (IPC), que tinha sido criado em 1971 pela Lei n.º 7/71, de 7 de dezembro, com o intuito de: “… incentivar e disciplinar as atividades cinematográficas nas suas modalidades industriais e comerciais de produção, distribuição e exibição de filmes…”; “… representar o cinema português em organizações internacionais…”; “… promover as relações internacionais do cinema português nos domínios cultural, económico e financeiro…”; e “… fomentar a cultura cinematográfica…” (ICA, 2026b).

Deste modo, as competências do ICA abrangem: a atribuição anual de apoios financeiros mediante concurso público; o estabelecimento de protocolos com diversas entidades nas áreas do Cinema e do Audiovisual; a garantia da representação nacional em instituições e órgãos internacionais nos domínios cinematográfico e audiovisual; e o registo de empresas e obras cinematográficas e audiovisuais (ICA, 2026b).

De seguida, serão apresentadas algumas considerações sobre o Cinema Português, entre os anos 2020 e 2025, tendo por base os dados disponibilizados pelo ICA, entre os anos 2020 e 2026.

2. Produção de Obras Portuguesas Cinematográficas

Em 2020, o ICA apoiou financeiramente a produção de 49 obras cinematográficas de produção nacional, ou seja, 25 longas-metragens (11 de ficção, 13 documentários e uma de animação) e 24 curtas-metragens (14 de ficção, quatro documentários e seis de animação) (ICA, 2021a, 2021b, 2022a, 2022b, 2023, 2024a, 2024b, 2025a, 2025b). Importa relembrar que 2020 foi o primeiro ano da Pandemia COVID-19.

No ano seguinte, isto é, em 2021, ainda em contexto de Pandemia, foram produzidas 52 obras portuguesas de âmbito cinematográfico que contaram com o apoio financeiro do ICA, nomeadamente 32 longas-metragens (15 de ficção e 17 documentários) e 20 curtas-metragens (11 de ficção, três documentários e seis de animação) (ICA, 2022a, 2022b, 2023, 2024a, 2024b, 2025a, 2025b, 2026a).

Durante 2022, quer dizer, o primeiro ano que foi considerado após a Pandemia (pese embora a Organização Mundial de Saúde tenha declarado o dia 5 de maio de 2023 como o fim da emergência sanitária global relacionada com a pandemia de COVID-19, consideramos 2022 como o ano pós-pandemia), foram produzidas 101 obras nacionais cinematográficas que obtiveram o apoio financeiro do ICA, designadamente 56 longas-metragens (27 de ficção, 26 documentários e três de animação) e 45 curtas-metragens (20 de ficção, cinco documentários e 20 de animação (ICA, 2023, 2024a, 2024b, 2025a, 2025b, 2026a).

Em 2023, o ICA apoiou a nível financeiro a produção de 98 obras portuguesas de cariz cinematográfico, nomeadamente 52 longas-metragens (29 de ficção, 21 documentários e duas de animação) e 46 curtas-metragens (28 de ficção, sete documentários e 11 de animação) (ICA, 2024a, 2024b, 2025a, 2025b, 2026a).

No ano seguinte, ou seja, em 2024, o ICA concedeu apoio financeiro à produção de 96 obras nacionais cinematográficas, designadamente 48 longas-metragens (27 de ficção e 21 documentários) e, também, 48 curtas-metragem (27 de ficção, dois documentários e 19 de animação (ICA, 2025a, 2025b, 2026a).

Por último, em 2025, o ICA apoiou financeiramente a produção de 93 obras cinematográficas de produção nacional, isto é, 46 longas-metragens (28 de ficção e 18 documentários) e 47 curtas-metragens (26 de ficção, 13 documentários e oito de animação) (ICA, 2026a, 2026b).

3. Distribuição e Exibição de Obras Portuguesas Cinematográficas nas Salas de Cinema Nacionais

Seguidamente, serão expostas algumas considerações acerca das longas-metragens de produção nacional que foram estreadas e exibidas, nas salas de cinema em Portugal, bem como o número de espetadores e receitas brutas obtidas, no período compreendido entre os anos de 2020 e 2025. Por outra parte, serão referenciadas as longas-metragens portuguesas mais vistas, em salas de cinema nacionais, durante o mesmo período temporal.

3.1. Longas-metragens estreadas e exibidas

No primeiro ano em análise, ou seja, em 2020, tal como referido, o primeiro ano da Pandemia COVID-19, foram estreadas somente 23 longas-metragens portuguesas, representando 18,5 por cento das longas-metragens europeias (124 longas-metragens) e 9,5 por cento do total (241) das longas-metragens (ICA, 2021a, 2021b, 2022a, 2022b, 2023, 2024a, 2024b, 2025a, 2025b, 2026a). Ainda em 2019, foram exibidas 133 longas-metragens, correspondendo a 25,2 por cento do cinema europeu (528 longas-metragens) e 15,3 por cento do total (868 longas-metragens) (ICA, 2021a, 2021b, 2022a, 2022b, 2023, 2024a, 2024b, 2025a, 2025b). A este respeito, importa recordar que, devido à mencionada Pandemia, as salas de cinema estiveram encerradas durante grande parte de 2020 e 2021.

Em 2021, estrearam apenas 16 longas-metragens portuguesas, significando 16,5 por cento do cinema de origem europeia (97 longas-metragens) e 6,6 por cento do total (244 longas-metragens) (ICA, 2022a, 2022b, 2023, 2024a, 2024b, 2025a, 2025b, 2026a). Importa relembrar que, no ano anterior, a produção esteve praticamente parada. Quanto às longas-metragens exibidas, nesse ano, foram projetadas 183, expressando 34,3 por cento do cinema europeu (534 longas-metragens) e 20,5 por cento do total (894 longas-metragem) (ICA, 2022a, 2022b, 2023, 2024a, 2024b, 2025a, 2025b).

Em 2022, nas salas de cinema nacionais, foram estreadas 53 longas-metragens nacionais, representando 24,5 por cento do cinema de produção europeia (216 longas-metragens) e 13,8 por cento do total (385 longas-metragens) (ICA, 2023, 2024a, 2024b, 2025a, 2025b, 2026a). No que concerne ao número de longas-metragens exibidas, nesse ano, foram 197, correspondendo a 29,2 por cento do cinema europeu (674 longas-metragens) e 17,7 por cento do total (1112 longas-metragens) (ICA, 2023, 2024a, 2024b, 2025a, 2025b).

No ano de 2023, estrearam 47 longas-metragens de produção portuguesa, significando 26,6 por cento do cinema europeu (177 longas-metragens) e 13,2 por cento do total (356 longas-metragens) (ICA, 2024a, 2024b, 2025a, 2025b, 2026a). No que se refere às longas-metragens exibidas de produção portuguesa, foram projetadas, durante esse ano, 201, equivalendo a 29,9 por cento do cinema europeu (672 longas-metragens) e 17 por cento do total (1185 longas-metragens) (ICA, 2024a, 2024b, 2025a, 2025b).

Em 2024, foram estreadas 62 longas-metragens nacionais, refletindo 30,7 por cento do cinema europeu (202 longas-metragens) e 15,9 por cento do total (391 longas-metragens) (ICA, 2025a, 2025b, 2026a). No que toca às longas-metragens exibidas de produção nacional, foram projetadas, nesse ano, 267, expressando 35,5 por cento do cinema europeu (753 longas-metragens) e 20,8 por cento do total (1286 longas-metragens) (ICA, 2025a, 2025b).

No ano de 2025, estrearam 54 longas-metragens de produção portuguesa, significando 27 por cento do cinema europeu (200 longas-metragens) e 13,3 por cento do total (406 longas-metragens) (ICA, 2026a, 2026b). Relativamente às longas-metragens exibidas, durante esse ano, de produção portuguesa, foram disponibilizadas para visionamento 220, equivalendo a 28,9 por cento do cinema europeu (761 longas-metragens) e 16,8 por cento do total (1309 longas-metragens) (ICA, 2026a).

3.2. Número de espetadores e receitas brutas

No ano de 2020, no primeiro ano da Pandemia COVID-19, unicamente 133.079 espetadores assistiram a produções cinematográficas portuguesas em salas de cinema nacionais, significando 20,6 por cento do cinema europeu (644.676 espetadores) e 3,5 por cento do total (3.802.661 espetadores) (ICA, 2021a, 2021b). No que diz respeito à receita bruta alcançada pelos filmes portugueses, esta atingiu apenas 630.105,93 euros, equivalendo a 19,1 por cento da receita bruta do cinema de origem europeia (3.298.921,81 euros) e 3,1 por cento do total (20.567.415,09 euros) (ICA, 2021a, 2021b).

No ano a seguir, ou seja, em 2021, os filmes portugueses foram visionados, em salas de cinema nacionais, por 164.116 espetadores, perfazendo 23,9 por cento do cinema europeu (687.972 espetadores) e 3 por cento do total (5.480.408 espetadores) (ICA, 2022a, 2022b). Quanto à receita bruta atingida pelo visionamento dos filmes portugueses, esta alcançou os 785.307,39 euros, constituindo 22,8 por cento da receita bruta do cinema europeu (3.449.741,61 euros) e 2,6 por cento do total (30.622.161,44 euros) (ICA, 2022).

Em 2022, as longas-metragens de produção nacional foram assistidas, em salas de cinema, por 532.586 espetadores, correspondendo a 43,3 por cento do cinema europeu (1.231.208 espetadores) e 5,6 por cento do total (9.595.884 espetadores) (ICA, 2023). No que se refere à receita bruta alcançada pelos filmes portugueses, esta situou-se nos 2.842.494,91 euros, significando 43,6 por cento da receita bruta do cinema europeu (6.526.623,18 euros) e 5,1 por cento do total (55.359.867,18 euros) (ICA, 2023).

No ano de 2023, os filmes portugueses foram visionados, em salas de cinema, por 328.762 espetadores, representando 30,5 por cento do cinema europeu (1.079.496 espetadores) e 2,7 por cento do total (12.290.368 espetadores) (ICA, 2024a, 2024b). Respeitante à receita bruta dos filmes portugueses, esta obteve 1.546.277,05 euros, expressando 27,9 por cento do cinema europeu (5.542.147,47 euros) e 2,1 por cento do total (72.859.758,06 euros) (ICA, 2024a, 2024b).

Em 2024, as longas-metragens nacionais foram visionadas, em salas de cinema, por 533.895 espetadores, sendo 35,1 por cento do cinema europeu (1.522.682 espetadores) e 4,5 por cento do total (11.838.962 espetadores) (ICA, 2025a, 2025b). Relativamente à receita bruta das longa-metragens portuguesas, esta situou-se nos 3.071.696,32 euros, constituindo 35,7 por cento do cinema europeu (8.614.861,40 euros) e 4,2 por cento do total (73.240.708,95 euros) (ICA, 2025a; 2025b).

No ano de 2025, 229.455 espetadores assistiram a produções cinematográficas portuguesas em salas de cinema, significando 16,4 por cento do cinema europeu (1401.924 espetadores) e 2.1 por cento do total (10.891.604 espetadores) (ICA, 2026a). No que concerne à receita bruta conseguida pelos filmes portugueses, esta atingiu 1.226.625,17 euros, equivalendo a 15 por cento da receita bruta do cinema de origem europeia (8.156.409,64 euros) e 1,74 por cento do total (70.494.440,14 euros) (ICA, 2026a).

3.3. As longas-metragens portuguesas mais vistas, em salas de cinema

Em 2020 (ICA, 2021a, 2021b), a décima posição foi alcançada pelo filme Patrick, do realizador Gonçalo Waddington, cuja estreia ocorreu a 23 de julho de 2020, com 1.486 espetadores e obtendo uma receita bruta de 7.369,32 euros. A nona posição foi ocupada pelo filme Surdina, do realizador Rodrigo Areias, que estreou a 9 de julho de 2020, com 1.679 espetadores e uma receita bruta de 5.717,13 euros. O filme Amor Fati, realizado por Cláudia Varejão, ficou em oitavo lugar, com 2.416 espetadores e uma receita bruta de 12.408,11 euros, tendo tido a sua estreia a 12 de novembro de 2020. O sétimo lugar foi para Sol Posto, realizado por Ricardo Oliveira, que estreou a 20 de novembro de 2020, com 2.502 espetadores e uma receita de bruta de 16.631,68 euros. O sexto lugar foi ocupado pelo documentário Zé Pedro Rock’n’Roll, realizado por Diogo Varela Silva, que estreou a 30 de julho de 2020, com 3.696 espetadores e uma receita bruta de 20.103,71 euros. O filme Mosquito, lançado a 5 de março de 2020, ficou em quinto lugar. Realizado por João Nuno Pinto, atraiu 3.746 espetadores e arrecadou 17.534,53 euros. O quarto lugar foi para Ordem Moral, realizado por Mário Barroso, que estreou a 10 de setembro de 2020, com 11.186 espetadores e uma receita bruta de 58.833,28 euros. O Ano da Morte de Ricardo Reis, realizado por João Botelho e estreado a 1 de outubro de 2020, alcançou o terceiro lugar com 12.051 espetadores e uma receita bruta de 65.090,47 euros. A segunda posição foi para a longa-metragem O Filme do Bruno Aleixo, realizada por Pedro Santo e João Moreira, que estreou a 23 de janeiro de 2020, com 24.190 espetadores e uma receita bruta de 129.989,47 euros. Listen, realizado por Ana Rita Rocha de Sousa, foi a longa-metragem mais vista em 2020, estreando a 22 de outubro de 2020, com 42.133 espetadores e uma receita bruta de 232.351,73 euros.

Relativamente ao ano de 2021 (ICA, 2022a, 2022b), a décima posição foi ocupada pelo filme Diários de Otsoga, dos realizadores Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro, que estreou a 19 de agosto de 2021, com 1.507 espetadores e uma receita bruta de 7.639,31 euros. A nona posição foi para o filme Listen, da realizadora Ana Rita Rocha de Sousa, que estreou a 22 de outubro de 2020 e foi o filme português mais visto em 2020, alcançando, em 2021, 1.722 espetadores e uma receita bruta de 4.473,96 euros. O filme O Movimento das Coisas, de Manuel Serra, ficou em oitavo lugar, com 1.834 espetadores e uma receita bruta de 8.220,35 euros, após a sua estreia a 17 de junho de 2021. O sétimo lugar foi para Terra Nova, de Artur Ribeiro, que estreou a 28 de outubro de 2021, com 2.757 espetadores e uma receita de bruta de 15.035,93 euros. O sexto lugar foi ocupado por Prazer, Camaradas!, de José Filipe Costa, que estreou a 20 de maio de 2021, alcançando 3.266 espetadores e uma receita bruta de 9.733,16 euros. O filme Paraíso, lançado a 16 de setembro de 2021, ficou em quinto lugar. Realizado por Sérgio Tréfaut, atraiu 3.382 espetadores e arrecadou 16.764,20 euros. O quarto lugar foi para Sombra, realizado por Bruno Gascon, que alcançou 11.600 espetadores e arrecadou 59.199,40 euros de receita bruta, após o seu lançamento a 14 de outubro de 2021. A Metamorfose dos Pássaros, realizado por Catarina Vasconcelos e lançado a 7 de outubro de 2021, garantiu o terceiro lugar com 13.517 espetadores e uma receita bruta de 69.156,81 euros. A segunda posição foi para o filme Irregular, do realizador Diogo Morgado, que estreou a 18 de novembro de 2021, com 15.016 espetadores e 79.072,07 euros de receita bruta. O filme mais visto, em 2021, foi Bem Bom, da realizadora Patrícia Sequeira, que estreou a 8 de julho de 2021, alcançando 88.803 espetadores e 483.027,31 euros de receita bruta.

No que concerne ao ano de 2022 (ICA, 2023), a décima posição foi ocupada pelo filme documental Cesária Évora da realizadora Ana Sofia Fonseca, cuja estreia aconteceu no dia 27 de outubro de 2022, tendo obtido, até ao final desse ano, uma assistência de 7.329 espetadores e uma receita bruta de 40.880,91 euros. A nona posição foi alcançada pelo filme O Homem Que Matou Don Quixote do realizador Terry Gilliam, uma coprodução europeia entre Portugal, França, Espanha, Bélgica e Grã-Bretanha, que estreou a 17 de fevereiro de 2022, atingindo uma assistência de 7.513 espetadores e 40.049,01 euros de receita bruta. O filme Alma Viva da realizadora Cristèle Alves Meira ficou na oitava posição, também uma coprodução europeia, entre Portugal, França e Bélgica, com uma assistência de 7.685 espetadores e uma receita bruta de 32.562,07 euros, cuja longa-metragem teve a sua estreia no dia 3 de novembro de 2022. A posição seguinte, isto é, a sétima, pertenceu ao filme O Natal do Bruno Aleixo dos realizadores Pedro Santo e João Moreira, cuja estreia sucedeu no dia 22 de dezembro de 2022, conseguindo, ainda assim, uma assistência de 8.103 espetadores e 44.895,58 euros de receita bruta. A sexta posição foi atribuída ao filme O Pai Tirano do realizador João Gomes, tendo estreado no dia 21 de julho de 2022, alcançando uma assistência de 9.361 espetadores e uma receita bruta de 49.893,44 euros. O filme Restos do Vento, que teve a sua esteia no dia 22 de setembro de 2022, obteve a quinta posição, cuja realização ficou a cargo de Tiago Guedes, obtendo uma assistência de 11.759 espetadores e 61.073,37 euros de receita bruta. A quarta posição foi ocupada pelo filme A Fada do Lar, dirigido pelo realizador João Maia, tendo alcançado uma assistência de 14.843 espetadores e 75.805,37 euros de receita bruta, cuja longa-metragem estreou a 6 de outubro de 2022. O filme Salgueiro Maia - O Implicado do realizador Sérgio Graciano, que estreou a 14 de abril de 2022, conquistou a terceira posição, conseguindo uma assistência de 16.874 espetadores e 87.974,42 euros de receita bruta. A segunda posição pertenceu ao filme 2 Duros de Roer do realizador Victor Santos, que teve a sua estreia a 14 de julho de 2022, com 49.858 espetadores e 277.064,33 euros de receita bruta. Por fim, o filme mais visto, em 2022, foi o filme Curral de Moinas - Os Banqueiros do Povo do realizador Miguel Cadilhe, que estreou no dia 11 de agosto de 2022, alcançando 315.968 espetadores e 1.783.334,59 euros de receita bruta.

Em relação a 2023 (ICA, 2024), a décima posição foi atribuída ao filme A Minha Casinha do realizador António Sequeira, uma coprodução entre Portugal e Grã-Bretanha, cuja estreia ocorreu a 14 de dezembro de 2023, tendo obtido uma assistência de 4.848 espetadores e uma receita bruta de 28.361,79 euros. A nona posição foi ocupada pelo filme A Sibila do realizador Eduardo Brito, que estreou a 12 de outubro de 2023, alcançando uma assistência de 6.680 espetadores e 26.833,70 euros de receita bruta. O filme Great Yarmouth - Provisional Figures do realizador Marco Martins, uma coprodução entre Portugal, França e Grã-Bretanha, ficou na oitava posição, com uma assistência de 6.857 espetadores e uma receita bruta de 36.362,45 euros, cuja longa-metragem teve a sua estreia no dia 16 de março de 2023. A sétima posição ficou para o filme Não Sou Nada - The Nothingness Club do realizador Edgar Pêra, que viu a sua estreia suceder no dia 26 de outubro de 2023, obtendo uma assistência de 7.254 espetadores e 30.330,87 euros de receita bruta. A sexta posição foi alcançada pelo filme O Último Animal do realizador Leonel Vieira, uma coprodução entre Portugal e Brasil, tendo estreado no dia 30 de novembro de 2023, conseguindo uma assistência de 7.859 espetadores e uma receita bruta de 47.641,56 euros. O filme Viver Mal, uma coprodução entre Portugal e França e que teve a sua esteia no dia 11 de maio de 2023, obteve a quinta posição, cuja realização ficou a cargo de João Canijo, obtendo uma assistência de 12.945 espetadores e 59.786,50 euros de receita bruta. A quarta posição foi preenchida pelo filme Amadeo, dirigido pelo realizador Vicente Alves do Ó, tendo obtido uma assistência de 13.491 espetadores e 62.335,09 euros de receita bruta, cuja longa-metragem estreou a 26 de janeiro de 2023. O filme Mal Viver do realizador João Canjo, uma coprodução entre Portugal e França, que estreou a 11 de maio de 2023, alcançou a terceira posição, conseguindo uma assistência de 17.441 espetadores e 81.894,24 euros de receita bruta. A segunda posição foi conferida à longa-metragem Um Filme do Caraças do realizador Hugo Diogo, que teve a sua estreia a 17 de agosto de 2023, atingindo 24.572 espetadores e 141.137,97 euros de receita bruta. Finalmente, o filme mais assistido, em 2023, foi o filme Pôr do Sol: O Mistério do Colar de São Cajó do realizador Manuel Pureza, que estreou no dia 3 de agosto de 2023, conseguindo 118.671 espetadores e 693.291,63 euros de receita bruta.

No que concerne ao ano de 2024 (ICA, 2025), a décima posição foi ocupada pelo filme Cândido - O Espião que Veio do Futebol do realizador Jorge Paixão da Costa, cuja estreia aconteceu no dia 9 de maio de 2024, tendo obtido uma assistência de 4.475 espetadores e uma receita bruta de 15.771,57 euros. A nona posição foi alcançada pelo filme Os Papéis do Inglês do realizador Sérgio Graciano, que estreou a 24 de outubro de 2024, atingindo uma assistência de 4.643 espetadores e 27.655,14 euros de receita bruta. O filme A Flor do Buriti dos realizadores João Salaviza e Renée Nader Messora, uma coprodução entre Portugal e Brasil, ficou na oitava posição, com uma assistência de 6.368 espetadores e uma receita bruta de 30.845,40 euros, cuja longa-metragem teve a sua estreia no dia 21 de março de 2024. A posição seguinte, ou seja, a sétima, pertenceu ao filme O Pior Homem de Londres do realizador Rodrigo Areias, que viu a sua estreia acontecer no dia 8 de fevereiro de 2024, conseguindo uma assistência de 7.672 espetadores e 37.928,85 euros de receita bruta. A sexta posição foi atribuída ao filme Grand Tour do realizador Miguel Gomes, tendo estreado no dia 19 de setembro de 2024, alcançando uma assistência de 11.877 espetadores e uma receita bruta de 65.011,60 euros. O filme A Semente do Mal, que teve a sua esteia no dia 18 de janeiro de 2024, obteve a quinta posição, cuja realização ficou a cargo de Gabriel Abrantes, obtendo uma assistência de 16.998 espetadores e 102.888,57 euros de receita bruta. A quarta posição foi ocupada pelo filme Revolução (Sem) Sangue, dirigido pelo realizador Rui Pedro Sousa, tendo alcançado uma assistência de 20.991 espetadores e 113.599,67 euros de receita bruta, cuja longa-metragem estreou a 11 de abril de 2024. O filme Vive e Deixa Andar do realizador Miguel Cadilhe, que estreou a 31 de outubro de 2024, conquistou a terceira posição, obtendo uma assistência de 30.705 espetadores e 193.475,83 euros de receita bruta. A segunda posição pertenceu ao filme Podia Ter Esperado por Agosto do realizador César Mourão, que teve a sua estreia a 18 de julho de 2024, com 102.968 espetadores e 632.768,97 euros de receita bruta. Finalmente, o filme mais visto, em 2024, foi o filme Balas & Bolinhos: Só Mais uma Coisa do realizador Luís Ismael, que estreou no dia 15 de agosto de 2024, alcançando 248.754 espetadores e 1.569.235,18 euros de receita bruta.

No que se refere ao ano de 2025 (ICA, 2026a), a décima posição foi ocupada pelo filme Manas da realizadora Marianna Brennand, cuja estreia aconteceu no dia 21 de agosto de 2025, tendo obtido, até ao final desse ano, uma assistência de 3.116 espetadores e uma receita bruta de 18.600,23 euros. A nona posição foi alcançada pelo filme Banzo da realizadora Margarida Cardoso, uma coprodução europeia entre Portugal, França e Países Baixos, que estreou a 23 de janeiro de 2025, atingindo uma assistência de 3.381 espetadores e 14.873,92 euros de receita bruta. O filme O Palácio de Cidadãos do realizador Rui Pires ficou na oitava posição, com uma assistência de 3.651 espetadores e uma receita bruta de 7.714,99 euros, tendo tido a sua estreia no dia 24 de abril de 2025. A posição seguinte, ou seja, a sétima, pertenceu ao filme Hanami da realizadora Denise Fernandes, que vira, a sua estreia acontecer no dia 15 de maio de 2025, conseguindo uma assistência de 3.735 espetadores e 20.143,97 euros de receita bruta. A sexta posição foi atribuída ao filme Camarada Cunhal do realizador Sérgio Graciano, tendo estreado no dia 14 de abril de 2025, alcançando uma assistência de 5.142 espetadores e uma receita bruta de 27.485,47 euros. O filme Hotel Amor, que teve a sua esteia no dia 19 de junho de 2025, obteve a quinta posição, cuja realização ficou a cargo de Hermano Moreira, obtendo uma assistência de 10.386 espetadores e 62.489,47 euros de receita bruta. A quarta posição foi ocupada pelo filme On Falling, dirigido pela realizadora Laura Carreira, tendo alcançado uma assistência de 13.387 espetadores e 75.900,75 euros de receita bruta, cuja longa-metragem estreou a 27 de março de 2025. O filme O Lugar dos Sonhos do realizador Diogo Morgado, que estreou a 28 de agosto de 2025, conquistou a terceira posição, conseguindo uma assistência de 17.931 espetadores e 105.028,22 euros de receita bruta. A segunda posição pertenceu ao filme Lavagante do realizador Mário Barroso, que teve a sua estreia a 2 de outubro de 2025, com 21.794 espetadores e 129.492,11 euros de receita bruta. Por fim, o filme mais visto, em 2025, foi o filme O Pátio da Saudade do realizador Leonel Vieira, que estreou no dia 14 de agosto de 2025, alcançando 69.592 espetadores e 447.008,24 euros de receita bruta.

4. Conclusão

Entre os anos de 2020 e 2025, o ICA apoiou financeiramente a produção de 489 obras portuguesas cinematográficas, cujos apoios foram distribuídos por 259 longas-metragens (137 de ficção, 116 documentários e seis de animação) e 230 curtas-metragens (126 de ficção, 34 documentários e 70 de animação). Importa referir que foram apoiadas 263 obras de ficção, 150 documentários e 76 de animação. Ainda que os anos 2020 e 2021 tenham sido anos muito difíceis para o cinema português, devido sobretudo à Pandemia COVID-19, os últimos anos têm sido muito positivos relativamente à produção de obras nacionais cinematográficas, ultrapassando os números antes do surgimento da mencionada Pandemia. Em 2019, tinham sido apoiadas financeiramente, pelo ICA, 66 obras cinematográficas, em 2018, 72, em 2017, 65, em 2016, 48 e, em 2015, 51 (ICA, 2019, 2020a, 2020b).

Quanto às longas-metragens nacionais estreadas, nas salas de cinema em Portugal, também entre 2020 e 2025, o número de estreias mais alto foi atingido no ano de 2024, com 62 estreias, e, pelo lado inverso, o número mais baixo foi verificado no ano de 2023, com 47 estreias. No mesmo sentido, a maior quota de mercado das longas-metragens portuguesas estreadas foi alcançada em 2024, com 15,9 por cento, e, em sentido oposto, a menor foi detetada, em 2021, com 6,6 por cento.

No que concerne ao número de espetadores que assistiram a filmes portugueses, em salas de cinema localizadas em território nacional, entre os anos 2020 e 2025, constatou-se que o maior número foi conseguido em 2022, com 536.626 espetadores e, em contrapartida, o menor número foi identificado em 2020, com 133.079 espetadores. Contudo, no que diz respeito à quota de mercado alusiva aos espetadores, observou-se que a maior quota foi conquistada em 2022, com 5,6 por cento, e, em contraposição, a menor quota foi encontrada em 2025, com apenas 2,1 por cento.

A propósito das receitas brutas do cinema português, verificou-se que, entre os anos 2020 e 2025, a maior receita foi conseguida no ano de 2024, com um valor de 3.077.323,24 euros e, pelo lado oposto, a menor receita foi verificada, em 2020, com um valor de 630.105,93 euros. Todavia, em termos percentuais, a maior quota de mercado foi atingida no ano de 2022, com 5,1 por cento e, em contraponto, a menor quota foi identificada em 2025, com somente 1,7 por cento.

Referências Bibliográficas

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